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terça-feira, 29 de março de 2011

Ex-vice-presidente da República faleceu após 14 anos de luta contra o câncer



Ex-vice-presidente da República faleceu após 14 anos de luta contra o câncer Após longa luta contra o câncer, o ex-vice-presidente José Alencar morreu nesta terça-feira (29), aos 79 anos, em São Paulo. Ele estava internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, desde a tarde de segunda, (28), onde foram constatadas uma nova obstrução do intestino.


Alencar, que há mais de dez anos sofria de câncer, já tinha sido submetido a 17 cirurgias. De balconista a empresário José Alencar Gomes da Silva nasceu no dia 17 de outubro de 1931, no vilarejo de Itamuri, município de Muriaé, Zona da Mata Mineira. Saiu de casa aos 14 anos para trabalhar como balconista em uma loja de armarinhos na cidade. Estudou até o primeiro ano do então ginásio. Aos 18, se emancipou para iniciar os negócios que o tornariam um dos maiores empresários do país.


Em Caratinga, 173 km de distância do seu município natal, o empreendedor inaugurou a loja “A Queimadeira”, que vendia tecidos, calçados, chapéus, guarda-chuvas e sombrinhas. Aos poucos, cresceu financeiramente. Trabalhou como caixeiro-viajante, foi atacadista de cereais, dono de fábrica de macarrão, atacadista de tecidos e industrial do ramo de confecções. Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou a Companhia de Tecidos Norte de Minas – Coteminas. Hoje a empresa é considerada um dos maiores grupos industriais têxteis do Brasil. Paralelamente ao trabalho, Alencar participou de associações patronais como presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).


A trajetória de José Alencar na política começou tarde. Foi só em 1994, aos 63 anos, que se candidatou para o governador de Minas Gerais, mas perdeu as eleições para Hélio Garcia (PMDB). Porém, graças a essa exposição, obteve quase três milhões de votos e elegeu-se senador por MG pelo PMDB, sendo que depois trocou o partido pelo PL. Vice-presidência Lula se aproximou de José Alencar em uma festa de 50 anos de atividades empresariais do mineiro, em Belo Horizonte. Alencar convidou mais de mil pessoas para o evento, incluindo representantes de partidos. José Dirceu, então presidente do PT, insistiu para que Lula o acompanhasse.


Após ouvir o discurso coloquial do empresário, ao sair da festa o ex-presidente da República disse ao amigo Dirceu que tinha encontrado seu vice-presidente. Porém, uma desavença entre Dirceu e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, sobre dinheiro arrecadado e distribuído quase desfez a parceria. Porém, Lula conseguiu contornar o problema. E, assim, em 2002, Alencar foi eleito vice-presidente da República e, em 2006, reeleito cumprindo oito anos de mandato. Luta contra o câncer Alencar lutava contra o câncer desde 1997.


Na época, ele descobriu a doença no rim, mas pediu para o médico checar se havia se espalhado para o estômago. O político sentia dores na região. Depois da teimosia, realmente confirmou-se que o câncer também estava no estômago.


Essa foi a primeira de 17 cirurgias. O quadro de saúde do ex-vice se agravou em 2010. Durante esse ano, Alencar foi internado com edema de pulmão, teve crise de hipertensão, passou por cateterismo e sofreu infarto. No dia 22 de dezembro foi internado às pressas devido a uma hemorragia digestiva. Ele queria participar da posse da presidente Dilma Rousseff, mas devido ao seu estado de saúde, os médicos não permitiram.


José Alencar Gomes da Silva era casado com a Mariza Campos Gomes da Silva e teve três filhos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.



GABINETE DO DEP. ESTADUAL LUIZ PAULO - PSDB RJ Alerj Palácio Tiradentes – (Liderança PSDB) Anexo - Gabinete: 402 - 4º Andar Rua Dom Manuel, s/n° - Centro – RJ - Tels: (021) 2588-1414 / 9996-3864 Postado por Tadeu Araújo Farias no Eu não sabia que Abraços e Fiquem Todos na Paz de Cristo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Prudência redobrada com o risco nuclear




Carta de Formulação e Mobilização Política Terça-feira, 15 de março de 2011 Nº 193. Concluída às 9h39

Com a tragédia que se abate sobre o Japão, o mundo todo está discutindo a conveniência da energia nuclear. No Brasil, que no governo Lula anunciou um mirabolante plano para a construção de 50 usinas nucleares, este debate mostra-se ainda mais imperativo. O país tem condições privilegiadas de reavaliar mais a fundo sua opção. Afinal, diferentemente de muitos outros países, conta com imensas fontes de energia renováveis, abundantes e limpas.


O risco de uma catástrofe de proporções gigantescas no Japão, com a explosão de reatores das usinas de Fukushima, trouxe a opção pela geração nuclear para o centro dos debates em todo o mundo. No Brasil, que no governo Lula anunciou um mirabolante plano para a construção de 50 usinas nucleares até 2060, a discussão sobre a segurança, a confiabilidade e a conveniência do programa nacional para esta área mostra-se ainda mais imperativa.


Nos planos do governo brasileiro está construir, no mínimo, quatro novas usinas nucleares até 2030, agregando 4 mil megawatts (MW) ao parque gerador. O projeto nuclear nacional também prevê o término da construção de Angra 3, cujas obras foram retomadas no governo passado depois de 24 anos paradas. Segundo o Valor Econômico, o Ministério de Minas e Energia vem “trabalhando em ritmo acelerado” no projeto de construção das novas usinas nucleares, que devem receber investimento de R$ 30 bilhões. Pretendia-se anunciar, ainda neste mês, os principais candidatos a sediar as quatro unidades.


Hoje, o Brasil tem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2, que têm, juntas, 2 mil MW de potência. A participação da energia nuclear na matriz energética do país ainda é pequena: em 2009, representava 1,8% do total. A previsão é que salte para 3,4 mil MW, ou 1,9% do total, em 2019 com a entrada de Angra 3. Mas esta fatia corre o risco de crescer muito com o tresloucado plano petista. Em fins de 2008, o governo Lula definiu como “prioritária” a retomada do programa nuclear brasileiro. Pelos planos, seriam construídas de 50 a 60 usinas nucleares nos próximos 50 anos. Cada uma delas teria capacidade de geração de aproximadamente 1 mil MW. Ou seja, nossa matriz passaria a contar com 30 vezes mais energia nuclear do que conta hoje.


Fukushima sugere um freio de arrumação nisso tudo. O Brasil não destoará do resto do mundo se optar por fazer uma reanálise da sua opção nuclear. Ontem, países como Alemanha, Suíça, Inglaterra, Itália, Bélgica, Polônia, China e Índia anunciaram revisão de seus planos nesta área.


Neste momento toda cautela é bem-vinda. Afinal, a atual tragédia está acontecendo num país de rara capacidade de prevenção a catástrofes, como é o caso do Japão. Na Alemanha, parceira do projeto de usinas atômicas brasileiras nos anos 70, a chanceler Angela Merkel avisou que pode cancelar a decisão de reativar o programa nuclear daquele país. O governo da Suíça já foi mais longe e anunciou a suspensão de seus projetos de renovação de seu parque nuclear. Na Inglaterra, onde se prevê a construção de 11 novas usinas, o governo pediu reestudo imediato da empreitada.


Num mundo atemorizado, a reação das autoridades brasileiras foi, mais uma vez, lastimável. Edison Lobão, o ministro da energia, preferiu insistir que o Brasil tem “a melhor tecnologia existente” no planeta em termos nucleares e que as falhas registradas em usinas no Japão “não têm chance de ocorrer aqui”. Lobão é o mesmo que, no início do mês passado, disse que, assolado por mais um apagão, o sistema elétrico brasileiro é “o mais moderno do mundo”. Talvez o governo de Dilma Rousseff não tenha entendido que o trágico momento exige prudência redobrada. Não existe risco zero, muito menos quando se trata do perigo radioativo.


A repetição de calamidades, como as da região serrana do Rio no início deste ano, deixa claro que o Brasil não tem cultura de prevenção. A usina de Angra 1 tem um histórico de 16 acidentes leves e médios registrados. Revela a Folha de S.Paulo que o país sequer tem um plano de contingência para esvaziar a cidade de Angra dos Reis caso um problema semelhante ao da usina japonesa de Fukushima ocorra. “Os engenheiros não mentem quando dizem que os designs modernos são melhores. A maior parte do lixo nuclear e todos os grandes acidentes, incluindo este, vieram da geração mais antiga.


Mas a energia nuclear, mais que qualquer outra, requer que o público confie nela, porque vem acompanhada da possibilidade de destruição invisível e imensa”, analisou ontem o jornal inglês Guardian.


O Brasil tem condições privilegiadas de reavaliar mais a fundo sua opção nuclear. Afinal, diferentemente de muitos outros países, conta com uma imensa fonte de energia hídrica, renovável, abundante e limpa. Sem falar em outras fontes igualmente renováveis, abundantes e limpas como a biomassa e a eólica. O problema é que tudo o que o governo do PT fez até agora na área energética, com participação destacada da hoje presidente da República, foi em direção contrária: optou-se por sujar a matriz com fontes térmicas poluentes e por flertar com a temível energia que hoje mostra no Japão, mais uma vez, seus riscos.


GABINETE DO DEP. ESTADUAL LUIZ PAULO - PSDB RJ Alerj Palácio Tiradentes – (Liderança PSDB) Anexo - Gabinete: 402 - 4º Andar Rua Dom Manuel, s/n° - Centro – RJ - Tels: (021) 2588-1414 / 9996-3864 Postado por Tadeu Araújo Farias no Eu não sabia que Abraços e Fiquem Todos na Paz de Cristo

CPI DA SERRA APRESENTA SEU TRABALHO EM TERESÓPOLIS




O evento “Recuperação Econômica dos Municípios da Região Serrana”, organizado pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro, retomou os trabalhos na tarde desta sexta-feira (18/03) com uma apresentação sobre a atuação e os objetivos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), presidida pelo deputado Luiz Paulo (PSDB), que pretende investigar as responsabilidades de agentes políticos e públicos em face do desastre ocorrido nos municípios da região Serrana.


O deputado lembrou que em menos de um mês de CPI algumas vitórias já foram atingidas e muito mais ainda será feito. "Nós ajudamos na aprovação da Lei 5.917/11, que flexibiliza as regras para a concessão de empréstimos, nós demos início a discussão sobre a inclusão dos municípios de Teresópolis, Friburgo e Petrópolis na chamada Lei Rosinha/Cabral, de incentivos fiscais. Realizamos oito oitivas, que nos ajudaram a entender a situação econômica da região, tivemos um entendimento sobre o tamanho da força dessas chuvas. Já visitamos dois municípios e marcamos a visita nos outros cinco que ainda restam. Vamos agendar as audiências para ouvir os prefeitos dessas cidades. No final dos trabalhos, nós queremos a reconstrução de todas as cidades, mas de maneira diferente. Até porque a geografia mudou. Cabe ao governo repensar essa nova realidade pensando sempre na proteção do cidadão. Principalmente com um fortíssimo programa de habitação", comentou Luiz Paulo (PSDB).


Segundo o deputado, o relatório final da comissão também vai tratar da mudança de comportamento dos poderes municipais, no que se refere a não mais liberar construções em possíveis áreas de risco. "Se não tivermos uma política de habitação continuada não teremos saída. Fazer casas em regiões seguras passa a ser fundamental. Os municípios devem ter rigor na liberação do uso do solo urbano. Tem que haver uma mudança comportamental dos poderes constituídos e das câmaras municipais. Essas questões comportamentais devem ser revistas", comentou o presidente da CPI. O parlamentar anunciou que a CPI irá fazer mais duas vistorias nas cidades afetadas pelas chuvas, nos dias 25 e 26 de março, nos municípios de Sumidouro e Bom Jardim, e 01 e 02 de abril, no Vale do Cuiabá, em Areal e em São José do Vale do Rio Preto. Além do deputado Luiz Paulo, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) esteve representada pelo relator Nilton Salomão (PT) e pelos deputados Marcus Vinícius (PTB) e Jandira Rocha (PSol). (texto de Raoni Alves)

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quinta-feira, 17 de março de 2011

O ‘desaparecimento’


Desaparecimento de fuzil doado pela Marinha à polícia será investigado
Alerj inicia CPI para apurar como armamentos chegam ao tráfico

POR MARIA INEZ MAGALHÃES

Rio - O ‘desaparecimento’ de fuzis doados pela Marinha à Secretaria de Segurança — conforme O DIA noticiou domingo — será um dos cinco pontos que vão conduzir o trabalho da CPI das Armas, instalada ontem na Alerj. Um dos fuzis foi encontrado pela Polícia Militar, em janeiro, no Complexo do Alemão. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) é o presidente da comissão, que deve ser concluída em 5 meses.

A CPI é uma proposta conjunta dos deputados Marcelo Freixo e Wagner Montes Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Para iniciar as investigações, os deputados solicitaram às autoridades de segurança lista com nomes de investigados por tráfico de armas nos últimos dez anos e relação do armamento apreendido no mesmo período e durante a ocupação dos complexos da Penha e do Alemão.

Os integrantes da CPI decidiram convocar policiais acusados de desviar armas, entre eles investigados na Operação Guilhotina, da Polícia Federal. Por fim, os parlamentares querem ouvir o sociólogo Antônio Rangel, coordenador de Controle de Armas do Viva Rio, que tem estudos do tema.

“O Rio convive com armamento pesado há muito tempo. Não temos apenas um problema nas fronteiras. A Operação Guilhotina mostrou como a corrupção policial está ligada a esse crime. As decisões tomadas hoje são importantes e corajosas, e mostram que ninguém será poupado de nada”, avisou Freixo, informando que poderá pedir quebra de sigilo bancário e telefônico dos investigados.

Os nomes serão pedidos às Forças Armadas, polícias Federal, Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e ao Sistema Penitenciário. Por sugestão do relator da CPI, deputado Wagner Montes (PDT), o resultado das investigações deverá ser informado. “É para não corrermos o risco de manchar o nome de quem já foi absolvido. Vamos trabalhar muito para chegarmos aos culpados”, disse ele.

Entre os que deverão depor na CPI está o ex-subchefe operacional da Polícia Civil Carlos Oliveira, preso na Guilhotina. Ele foi acusado pela PF de apreender armas e revendê-las a traficantes. (O Dia)



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A primeira reunião da CPI


A redução de ICMS para empresas que se instalarem em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis e a liberação de recursos do orçamento da Assembléia Legislativa – a serem definidos – para os sete municípios atingidos pelas chuvas de janeiro. Estas foram as primeiras propostas levantadas pela CPI da Região Serrana, que realizou sua primeira reunião no dia 24.

As sugestões - já foram encaminhadas para a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. De acordo com o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB), o primeiro passo é incluir os municípios na Lei 5.701/10, que reduz a alíquota de ICMS de 19% para 2%. A norma já beneficia Areal, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Bom Jardim. "Prometi à comissão que procuraria o deputado Rafael Picciani (PMDB), presidente da CCJ, para pedir a ele que coloque o projeto em pauta. Também vou conversar com o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), para priorizar o tema", explicou o tucano.Vice- presidente da comissão, o deputado Sabino (PSC) lembrou que a ausência destes três municípios na Lei5.701/10 gera reflexos que podem ser vistos na fuga de empresas para cidades vizinhas. Luiz Paulo, por sua vez, considera que a situação "agrava a falta de emprego e de renda, além de dificultar a recuperação dos municípios". "Nós queremos traçar um plano estratégico para a reconstrução da região. Os erros que foram cometidos no passado não podem se repetir. Nós vamos ter muito trabalho", acrescentou o deputado.

Nas próximas semanas de trabalho, a CPI pretende ouvir representantes das secretarias de Estado de Ambiente, Assistência Social e Saúde e Defesa Civil, além de membros do Departamento de Recursos Minerais do Estado (DRM-RJ)."Vamos levantar as causas, as responsabilidades,as ações mitigadoras e as instituições que vão apoiar a reconstrução dos municípios atingidos", apontou Luiz Paulo, antes de acrescentar: "Tal CPI pretende fazer um estudo profundo de todas as causas que levaram a essa grande tragédia, que chegou a cerca de 900 mortos e mais de 400 desaparecidos. Pretendemos verificar as causas ligadas à estrutura ambiental do solo urbano, às questões relativas ao desmatamento, à geologia, à geotécnica, à hidrologia, à ocupação irregular do solo, à densidade demográfica e às políticas fundiárias e de habitação. Sem contar com as políticas de prevenção. Queremos o cumprimento e a existência de planos diretores, definindo esses usos e ocupações e, principalmente,mas não só, a verificação de todos os investimentos na última década".A CPI da Serra foi a primeira da 10ª

Legislatura a ser instalada. Além da investigação acerca das possíveis responsabilidades políticas no desastre ocorrido em janeiro, a Casa pretende investigar ainda a emissão de carteirinhas falsas de estudante, com o objetivo de burlar o benefício da meia entrada, em CPI pedida pelo deputado Rafael Picciani. De autoria dos deputados Wagner Montes (PDT) e Marcelo Freixo (PSol), outra comissão de inquérito, também a ser instalada,investigará denúncias de tráfico de armas e seu envolvimento com o tráfico de drogas e as milícias. Integra a lista, ainda, a CPI que vai investigar denúncias contra o 9º Cartório do Registro Geral de Imóveis, de autoria do deputado André Corrêa (PPS) – a apuração irá complementar as atividades iniciadas pela CPI que investigou denúncias de vendas de sentenças relatadas pelo parlamentar na última legislatura. O uso de escutas clandestinas no estado também deve ser apurado em comissão pedida pelo deputado André Corrêa (PPS), enquanto o deputado André Lazaroni (PMDB) conduzirá uma investigação sobre denúncias de ganhos indevidos de distribuidoras de energia elétrica decorrentes de erro tarifário. Já o deputado Coronel Jairo (PSC) pretende comandar investigação para inibir a comunicação externa de presos sob custódia no estado.

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Câmara aprova direito de avô visitar neto de casal separado



A Câmara dos Deputados aprovou ontem um projeto que estende aos avós o direito de visita aos netos, quando estes forem filhos de pais separados. Segundo o texto, que vai agora à sanção presidencial, o direito deve ser fixado a critério do juiz e observar o interesse das crianças e adolescentes."Em casos de separação, não raras vezes, o diálogo desaparece da vida dos pais do menor. Entre disputas mesquinhas, a criança acaba por ter vínculo familiar apenas com a família daquele que detém a sua guarda", argumentou no parecer a relatora do projeto, a ex-deputada Edna Macedo (PTB-SP), que não se reelegeu em 2010.Apesar de ser anterior à disputa internacional pela guarda do menino Sean Goldman, o projeto é visto como uma medida que pode amenizar a situação dos avós brasileiros do garoto, que lutam na Justiça pelo direito a contatos regulares com ele.
03.03.11_FOLHA DE S. PAULO


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terça-feira, 1 de março de 2011

Começa a implantação da Lei do Temporizador

Lei do deputado Luiz Paulo, de enorme interesse do cidadão, é testada em três locais
A lei do temporizador, aprovada pela ALERJ em 2010, finalmente começa a ser
testada na cidade do Rio de Janeiro em 3 locais: Avenida das Américas, em
frente ao Rio Design Barra; no cruzamento das ruas João Vicente e Xavier
Curado, em Marechal Hermes; e na Estrada Intendente Magalhães, no Campinho.

A escolha dos locais conjuga duas questões: incidência de multas e
possibilidade de compatibilizar equipamentos e surgiu após encontro do
deputado Luiz Paulo com a CET – Rio, que tinha como objetivo fazer com que a
lei fosse, efetivamente, implantada.

PARA ENTENDER O QUE É TEMPORIZADOR:

É o equipamento que indica o tempo que falta para o sinal verde passar para
amarelo, dando mais segurança a motoristas e pedestres, e inibindo a
indústria das multas. Pela lei, fica proibida a instalação de pardais onde
não há temporizadores.

PARA ENTENDER POR QUE OS LOCAIS ESCOLHIDOS

A área da Zona Sul, onde o volume de multas é mais elevado, pelo seu volume
de tráfego tem seus sinais monitorados por setor específico da CET Rio, e
seus tempos de abertura e fechamento de sinais são variáveis, ajustados pelo
volume de tráfego. Sua tecnologia atual não se ajusta aos temporizadores, o
que poderá ser resolvido mais à frente com a compatibilização de
tecnologias.

Os locais escolhidos não têm alteração de tempos de abertura e fechamento,
podendo, portanto, usar de imediato os temporizadores, fazendo com que se
comprove a eficiência da lei na proteção dos interesses do cidadão.

Concluindo: leis são para ser cumpridas e não podem ser ignoradas nem pelo
cidadão, nem pelas autoridades constituídas. Tempos de adaptação são
compreensíveis. Descumprimento é ilegal. Agora é fazer com que todos os
sinais com pardais tenham seus temporizadores e os cidadãos não sejam
multados de forma injusta unicamente para encher os cofres públicos.

CPI da Região Serrana


(24/02) é um dia muito importante para a população fluminense, principalmente para aqueles que foram vítimas, direta e indiretamente, das chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro em janeiro de 2011.

Às 9h, na sala 316 do Palácio Tiradentes, o deputado e autor da CPI da Região Serrana, Luiz Paulo, presidiu a reunião que decidiu as diretrizes e as linhas de atuação do inquérito, que pretende investigar as responsabilidades, negligências de agentes políticos e públicos nas catástrofes que atingiram municípios serranos fluminenses.

“Tal CPI visa a fazer um estudo profundo de todas as causas que levaram a essa grande tragédia, que chegou a mais de 900 mortos e de 400 desaparecidos. Pretendemos verificar as causas ligadas à estrutura ambiental do solo urbano, às questões relativas ao desmatamento, à geologia, à geotécnica, à hidrologia, à ocupação irregular do solo, à densidade demográfica e às políticas fundiárias e de habitação, sem contar com as políticas de prevenção. Queremos o cumprimento e a existência de planos diretores, definindo esses usos e ocupações e, principalmente, mas não só, a verificação de todos os investimentos na última década” declarou o deputado Luiz Paulo.

Durante o encontro foi eleito como vice presidente o deputado Sabino (PSC) e como relator, o deputado Nilton Salomão (PT). Também estavam presentes os parlamentares Rogério Cabral (PSB), Clarissa Garotinho (PR), Bernardo Rossi (PMDB), Marcus Vinicius (PTB), Comte Bittencourt (PPS) e Janira Rocha (Psol). Foi aprovado com emendas o Termo de Referência e deliberados os 21 primeiros ofícios da CPI, com a finalidade de solicitar informações aos órgãos públicos e privados do Estado do Rio de Janeiro.








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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

56 anos separam mínimo de salário de parlamentar


Quem ganha piso de R$ 545 por mês terá de trabalhar mais de meio século para alcançar o salário anual de um deputado ou senador. Por mês, cada congressista recebe o equivalente a quatro anos de salário mínimo

Um busto para o trabalhador: quem ganha salário mínimo terá de trabalhar os mesmos 56anos que Sarney tem de vida pública para alcançar o rendimento anual de um parlamentar
Edson Sardinha

O trabalhador que ganha um salário mínimo por mês terá de trabalhar mais de meio século de vida, sem gastar um centavo, para amealhar o que recebem em apenas um ano os deputados que aprovaram o mínimo de R$ 545 anteontem (16). Mais precisamente 56 anos, o mesmo tempo de vida pública que tem o mais antigo dos congressistas, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Ao longo do ano, os parlamentares recebem 15 salários de R$ 26,7 mil, ou seja, um montante de R$ 400,5 mil. A conta dos assalariados de baixa renda é bem mais modesta. Caso a proposta do governo seja confirmada pelo Senado, serão 13 salários de R$ 545: apenas R$ 7.085 anuais. Em tese, uma diferença que só poderia ser alcançada em 2067. Além do salário, os congressistas têm direito ainda a uma série de benefícios, como passagens aéreas, auxílio-moradia ou apartamento funcional e ressarcimento por despesas relacionadas ao mandato.

Quando se compara o mínimo proposto aos vencimentos mensais dos parlamentares, a distância é literalmente olímpica. Quatro anos, o intervalo de uma edição dos Jogos Olímpicos para outra, ou de uma Copa do Mundo, esse é o tempo necessário para que alguém que ganhe o piso de R$ 545 acumule os R$ 26,7 mil recebidos mensalmente por deputados, senadores, pela presidenta Dilma Rousseff, pelo vice Michel Temer e por seus 37 ministros. Detalhe: nesse período, o assalariado não poderia gastar um centavo.

Com os R$ 545 propostos pelo governo, o brasileiro que sobrevive com o piso salarial terá de trabalhar 49 meses para alcançar a renda mensal dos congressistas e da cúpula do Executivo. Se o trabalhador tiver carteira assinada, poderá atingir a cifra em três anos e dez meses de trabalho, considerando-se os 13 salários anuais.

Se fosse contemplada a proposta das centrais sindicais, de R$ 560, a distância salarial entre parlamentares e assalariados de baixa renda seria um pouco menor. O trabalhador teria de suar 55 anos para alcançar o montante anual dos congressistas ou três anos e nove meses para chegar aos R$ 26,7 mil mensais.

Caso os tucanos consigam emplacar no Senado o mínimo de R$ 600, objeto de emenda rejeitada pelos deputados, seriam necessários três anos e meio de trabalho para quem ganha um salário mínimo juntar o salário mensal de um parlamentar, presidente da República ou ministro de Estado. Ou 51 anos de trabalho para alcançar o rendimento anual dessas autoridades. Com os R$ 700 propostos pelo Psol, que nem sequer chegaram a ser discutidos, a distância seria reduzida, respectivamente, a três e 44 anos.

Bolso cheio, boca calada
No dia 15 de dezembro do ano passado, os parlamentares aprovaram a toque de caixa uma proposta que elevou em 62% seus salários. Para Dilma, Temer e seus ministros, o aumento superou os 100%.

Como mostrou o Congresso em Foco, apenas quatro dos 395 deputados presentes na sessão que resultou na elevação dos vencimentos dos congressistas de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil registraram voto contrário. O aumento foi aprovado por uma maioria silenciosa: somente 11 deputados se dispuseram a usar o microfone para defender o aumento. Entre eles, apenas Sérgio Moraes (PTB-RS), aquele que disse "se lixar para a opinião pública", votou agora a favor do mínimo de R$ 560.

Nos discursos de 15 de dezembro, houve de tudo um pouco: de deputado envergonhado com a magreza do seu contracheque a deputado lamentando passar cinco meses do ano “sem fazer absolutamente nada”. De deputado querendo ganhar quase o dobro dos R$ 26,7 mil aprovados a deputado querendo que o contribuinte garantisse sua “independência financeira”.

VOTAÇÃO DO MÍNIMO
Salário mínimo vigente: R$ 540
PROPOSTAS EM DISCUSSÃO
— Governo: R$ 545 (só reposição da inflação)
— Centrais: R$ 560 (inflação e mais 3%. Valor a mais seria antecipado do aumento de 2012)
— DEM: R$ 560 (sem antecipação do aumento de 2012)
— PSDB: R$ 600 (valor defendido por José Serra na campanha eleitoral)
— Psol: R$ 700 (emenda que não chegou a ser votada)

Fonte Congresso em Foco



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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PROGRAMA NA TV ALERJ DEBATE ESTRATÉGIAS PARA A CPI DA SERRA


As estratégias que nortearão os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar as circunstâncias e averiguar possíveis responsabilidades políticas em face do desastre ocorrido na Região Serrana foram debatidas no programa Alerj Entrevista que vai ao ar nesta terça feira (22/02), às 18h30. O convidado desta semana foi o deputado Luiz Paulo (PSDB), autor do requerimento de criação da comissão. Durante a atração o parlamentar citou como motivos da catástrofe as construções irregulares e a omissão do poder público. "A tragédia não pede identidade e nem imposto de renda. Ricos e pobres são afetados da mesma maneira. No caso de constru ções irregulares, pode ser por omissão do governo ou até mesmo pelo populismo, onde as construções são apoiadas por baixo dos panos. Precisamos investigar", comentou o tucano. O programa da TV Alerj terá reprise nesta sexta feira (25/02), às 20h.

A instalação da CPI da Região Serrana deve ser realizada nesta quinta-feira (24/02). "A CPI tem uma proposta muito ampla. É claro que queremos ouvir as autoridades estaduais e municipais, mas também queremos ouvir a sociedade. Associações de moradores, universidades e forças produtivas, como a Firjan e a Fecomercio, devem ser incluídas no debate. Assim conseguiremos gerar um documento que seja bastante propositivo. Hoje nós temos atividades separadas e é preciso juntar as forças. Nós queremos também o cumprimento e a existência de planos diretores, definindo esses usos e ocupações e, principalmente, mas não só, a verificação de todos os investimentos na última década, na região", completou Luiz Paulo. Além dele, a comissão contará, ainda, com os deputados Nilton Salomão (PT), Sabino (PSC), Marcus Vinícius (PTB), Rogério Cabral (PSB), Bernardo Rossi (PMDB) e Clarissa Garotinho (PR) como membros.(texto de Raoni Alves)

Abaixo, veja a relação dos demais canais a cabo onde a TV Alerj é transmitida e as orientações para sintonizar pela parabólica.

Niterói -03 - Nova Friburgo – 97 - Teresópolis – 41 - Três Rios – 96 - Volta Redonda – 13
Angra dos Reis – 14 - Barra Mansa – 96 - Cabo Frio – 34 - Campos dos Goytacazes – 10
Itaperuna – 99 - Macaé – 10 - Petrópolis – 95 - Resende – 96 - São Gonçalo – 12 - Paty do Alferes – 96

Informação para recepção via parabólica:
- Satélite Brasilsat - B4 at 84° W - Taxa de Símbolos = 3,0 MSps
- Frequência Banda-C = 3816,0 MHz - FEC = ¾
- Frequência Banda-L = 1334,0 MHz - P olarização= Horizontal
Tadeu Araújo Faria
9996-3864
Coordenador Blog Eu Não Sabia
Abraços e Fiquem Todos na Paz de Cristo!
GABINETE DO DEP. ESTADUAL LUIZ PAULO - PSDB RJ
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Requerimento para a CPI da Região Serrana é aprovado


Foi publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro, no dia 08/02, a aprovação do Requerimento nº 15 de 2011, da CPI da Região Serrana, protocolado na quinta-feira (03/02) pelo deputado Luiz Paulo.

O presidente da Mesa Diretora da Alerj, deputado Paulo Melo, promulgou a resolução de número 9, referente ao inquérito, que "cria a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as circunstâncias, os fatos, as possíveis omissões, negligências, imprevidências e averigar possíveis responsabilidades de agentes políticos, públicos e de terceiros, em face do desastre ocorrido nos municípios da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro decorrente das fortes chuvas que causaram inundações e deslizamentos de encostas no período de 11 e 12 de janeiro de 2011."

"Tal CPI visa fazer um estudo profundo de todas as causas que levaram a essa grande tragédia, que atinge já cerca de 900 mortos e mais de 400 desaparecidos. Pretendemos verificar as causas ligadas à estrutura ambiental do solo urbano, as questões relativas ao desmatamento, à geologia, à geotecnia, à hidrologia, à ocupação irregular do solo, à densidade demográfica, às políticas fundiárias e de habitação, à política de prevenção, via serviços meteorológicos, radares e hidrômetros, os cálculos das seções de invasões e as cotas de máxima cheias de todos os rios, de cada um desses municípios, nas áreas atingidas, a política de uso do solo efetuada nesses municípios, o cumprimento e/ou existência de planos diretores, definindo esses usos e ocupações e, principalmente, mas não só, a verificação de todos os inves timentos na última década, realizados pelos sete municípios, na área de infraestrutura e na área ambiental, e também pelo Governo do Estado; verificar como funciona o sistema de defesa civil desses sete municípios e se a melhor organização que o Estado tem para a Defesa Civil pode ser a subordinação da mesma à Secretaria de Saúde." disse o parlamentar, que é o autor da CPI.

O deputado Luiz Paulo espera a indicação de cada líder de bancada da Casa de Leis para a instalação da CPI, que contará com os cinco membros sugeridos e terá o prazo de 90 dias para concluir seus trabalhos, que podem ser renovados para mais 60 dias, caso necessário.

Tadeu Araújo Faria
Coordenador Assessoria de Fé e Política & Política com Fé e Eu não sabia que
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Dep.Est. Luiz Paulo
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cidades tentam voltar à rotina um mês após enchentes


Cidades tentam voltar à rotina um mês após enchentes

Notícias


Após um mês das enchentes, ainda é possível ver na Região Serrana a destruição causada pelas fortes chuvas. Muita lama, destroços e pessoas morando em abrigos fazem parte da atual realidade local.


As pessoas tentam voltar à rotina e a Igreja está empenhada na ajuda pós-emergencial.

Alerta contra a Dengue




Como o verão é uma época de transmissão de dengue, todos devem estar vigilantes quanto à própria saúde e quanto às ações de combate ao mosquito. No município foram confirmados, até agora, 1.107 casos da doença, dos quais 948 registrados em fevereiro.
Embora os números pareçam apontar para a possibilidade de uma nova epidemia no Rio, o coordenador de Operações contra a Dengue do Município, Marcos Ferreira, disse que o aumento, nestes primeiros meses do ano, já era esperado e que a situação está sob controle.

— Nós já esperávamos um aumento no número de casos de dengue em razão da reintrodução do vírus 1, além de ser verão - estação propícia à maior incidência do vírus. Por enquanto, a situação está sob controle, mas nada que evite o nosso estado de alerta. Ainda há também a possibilidade da introdução da dengue do tipo 4, que não foi detectada no Estado, o que pode dificultar o controle da doença e de uma possível epidemia, explicou.

O superintendente de vigilância ambiental e epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, informou que existem oito mil agentes de combate à dengue no Estado, além de três mil bombeiros que visitam as residências para promover ações educativas.

— O que salva o paciente de dengue é o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o combate ao foco do mosquito na sua residência, destacou Chieppe.

Como o verão é uma época de transmissão de dengue, todos devem estar vigilantes quanto à própria saúde e quanto às ações de combate ao mosquito. Qualquer pessoa com febre e dor no corpo deve ser avaliada por um serviço de saúde. E os focos de proliferação do Aedes aegypti devem ser eliminados das residências da população.
* Com Agência Brasil

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Corrida por CPIs na Alerj

Corrida por CPIs na Alerj

Ao todo, foram protocolados ontem 25 requerimentos. Luiz Paulo foi o recordista e, para ser o primeiro a fazer pedidos, deixou assessor desde madrugada na Casa
Rio - Depois da eleição da Mesa Diretora, o primeiro dia de trabalho na Assembleia Legislativa (Alerj) foi marcado pela corrida de deputados para pedir a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Ao todo, foram protocolados ontem 25 pedidos de 14 parlamentares.

O recordista foi Luiz Paulo (PSDB), com cinco. Para ser o primeiro a entrar com os requerimentos, o tucano deixou um assessor de plantão desde 4h30 na Alerj. “A prioridade é apurar a responsabilidade pelas mortes na Região Serrana”, afirmou.
Licenciado do PPS, o líder do governo, André Corrêa, não foi à Casa, mas pediu a apuração das “responsabilidades pela ocorrência de desmatamento ilegal” no Rio. André Lazaroni, líder do PMDB, pede investigação de “denúncias de áreas contaminadas”.

Para uma CPI ser aberta, são necessárias as assinaturas de 24 deputados. Teoricamente, basta isso para uma comissão funcionar, mas os pedidos antes são analisados pela Mesa Diretora.
Também havia expectativa sobre exonerações. Só ontem, foram publicadas as saídas de mais de 250 funcionários de cargos comissionados nomeados pelo ex-presidente, Jorge Picciani (PMDB).

No plenário, o chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, fez balanço do governo, mas não citou o desempenho do Rio na Educação, marcado pelo penúltimo lugar no Índice da Educação Básica, à frente apenas do Piauí, irritando Comte Bittencourt (PPS), que deve voltar a presidir a Comissão de Educação.

A sessão ainda contou com três novos deputados: Jânio Mendes (PDT), André Ceciliano (PT) e Robson Leite (PT) substituíram, respectivamente, Felipe Peixoto (PDT), Carlos Minc (PT) e Rodrigo Neves (PT), agora secretários.

Polêmica na Câmara do Rio
Enquanto na Alerj o projeto de Domingos Brazão (PMDB) para acabar com a reeleição na presidência da Casa está na gaveta, na Câmara Municipal tramita um projeto semelhante. A proposta, de autoria da vereadora Teresa Bergher (PSDB), está em análise na Comissão de Justiça. A expectativa é que seja votado logo no mês que vem.

“A alternância de poder é muito importante para o Legislativo. Quando se repete a mesma pessoa por anos, como já aconteceu, parece que há uma ditadura”, argumenta Teresa. Atualmente, a Casa é presidida por Jorge Felippe (PMDB), reeleito no início deste ano. (O Dia - POR JOÃO NOÉ)

Luiz Paulo
Deputado Estadual
PSDB
Tadeu Araújo Faria
Coordenador Assessoria de Fé e Política & Política com Fé
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Mas, afinal, que palavra é essa?


Presidenta?

Mas, afinal, que palavra é essa?


Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do gênero, masculino ou feminino. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um exemplo (negativo) seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta. "

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dez mais ricos têm metade da riqueza no Congresso


Dez mais ricos têm metade do patrimônio no Congresso

Do total de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 567 parlamentares empossados ontem, R$ 792 milhões estão em nome de apenas uma dezena de congressistas. Veja a relação dos multimilionários



Com patrimônio declarado de R$ 240 milhões, deputado João Lyra é o mais rico entre os recém-empossados
Mário Coelho, Edson Sardinha e Rudolfo Lago

A elevada concentração de renda no Brasil está explícita no novo Congresso. Metade de todo o patrimônio declarado pelos 567 congressistas empossados ontem (1º) está nas mãos de apenas dez parlamentares, ou seja, de menos de 2% dos eleitos em outubro na Câmara e no Senado. Do montante de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 513 deputados e 54 senadores, R$ 792 milhões estão em nome desse pequeno grupo de multimilionários.

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco com base em informações prestadas pelos então candidatos à Justiça eleitoral. Na média, cada parlamentar declarou possuir R$ 2,9 milhões em imóveis, empresas, fazendas, veículos, objetos de arte, dinheiro em espécie e aplicações financeiras, entre outros bens.

OS DEZ MAIS RICOS DO CONGRESSO

Fonte: Congresso em Foco com base na declaração patrimonial dos candidatos ao TSE

O parlamentar com maior patrimônio declarado vem do estado com pior índices de desenvolvimento humano (IDH) e uma das menores rendas per capita do país, Alagoas. De volta à Câmara após quatro anos, o deputado João Lyra (PTB-AL) tem uma fortuna declarada de R$ 240,39 milhões.

O petebista, que já foi senador, é dono de um império que reúne mais de dez grandes empresas no estado, entre as quais usinas sucroalcooleiras, fábrica de fertilizantes, empresas de táxi aéreo, de comunicação e concessionária de veículos. A renda per capita gira em torno de R$ 6 mil em Alagoas, estado com um dos maiores índices de analfabetismo e mortalidade infantil do país.

O grupo dos maiores milionários do novo Congresso é formado por seis deputados e quatro senadores. Há representantes das cinco regiões do país e de dez estados. São três do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), dois do Nordeste (Alagoas e Ceará), dois do Norte (Amazonas e Rondônia) e um do Sul (Paraná). Eles são de cinco partidos políticos: três do PMDB, dois do PR, do PP e do PSDB e um do PTB. Não há nenhuma mulher entre eles.

A força do agronegócio

Depois do deputado João Lyra, o dono da maior fortuna é o senador Blairo Maggi (PR-MT). O ex-governador de Mato Grosso é proprietário do Grupo Amaggi, um dos maiores produtores e exportadores de soja do Brasil, com negócios em diversas atividades econômicas, incluindo logística de transportes, pecuária e produção de energia elétrica.

Blairo já foi considerado o maior produtor individual de soja do mundo, responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro. Em 2005, o então governador foi “homenageado” pela ONG Greenpeace com o prêmio Motoserra de Ouro. A organização não-governamental acusou o então governador de contribuir com o desmatamento para plantar soja no estado.

O terceiro mais rico também tem fortes ligações com o agronegócio. Reeleito para o segundo mandato consecutivo, o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) informou ter R$ 95,7 milhões em bens. Mais da metade da riqueza do paranaense tem como origem cotas da Diplomata Industrial e Comercial, uma das maiores produtoras de aves para abate do país.

Mabel e Maluf

Entre os multimilionários estão o deputado Sandro Mabel (PR-GO), dono do quinto maior patrimônio declarado, com R$ 70,9 milhões. Candidato derrotado na disputa pela presidência da Câmara ontem, o deputado é dono da fábrica de biscoitos e roscas Mabel.

Logo atrás dele, aparece o deputado Paulo Maluf (PP-SP), com R$ 39,4 milhões em bens. Em março do ano passado, Maluf entrou para o chamado livro vermelho da Interpol. O deputado pode ser preso se deixar o país. Ele foi denunciado por um promotor de Nova York por suposta “conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado". Maluf nega a acusação. Ele conseguiu a vaga na Câmara após reverter uma condenação na Justiça em São Paulo, que havia barrado sua eleição com base na Lei da Ficha Limpa.

O poder econômico dos parlamentares reflete a concentração de riqueza no Brasil, um dos países com pior índice de distribuição de renda no mundo. Embora a distância entre pobres e ricos tenha caído nos últimos anos, pesquisa divulgada em 2008 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que os 10% mais ricos no Brasil concentram 75% da riqueza produzida no país.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

2011 Ano Internacional das Florestas


A ONU anunciou nesta segunda-feira (24) 2011 como o Ano Internacional das Florestas. O objetivo das Nações Unidas é, claro, chamar a atenção para a preservação ambiental, mas também incentivar a reflexão sobre o uso das florestas e a relação que o homem estabelece com as matas. Mas quais são as florestas do mundo que merecem mais vigilância, que correm maior risco de desaparecer dos mapas captados por satélites?

São elas as florestas em risco crítico: Bacia do Mediterrâneo, Sul da Europa, Norte da África, Oeste da Ásia (a mais ameaçada, com 5% da sua cobertura original preservada); Indo-Birmânia (nos países asiáticos Mianmar, Cambodia, Laos, Tailândia e Vietnã, com 5% da vegetação natural); Nova Zelândia (também 5%); Sunda (Indonésia, Malásia, e Brunei, com 7%); Filipinas (7%); Mata Atlântica (no Brasil, com 8%); Montanhas do Centro-Sul da China (8%); Província Florística da Califórnia, nos Estados Unidos (10%); Florestas de Afromontane (em Moçambique, Tanzânia, Quênia e Somália, com 10%); Madagascar e Ilhas do Oceano Índico (Madagastar, Seichelles, Ilhas Maurício, União das Comores e Reunião, 10%).

A lista, que considera a maior perda proporcional do habitat natural de cada floresta, é da organização não-governamental Conservação Internacional (CI). Dessas áreas, já foram devastadas 90% ou mais da vegetação original. Por isso, elas são consideradas "hotspots" - os locais mais ricos em biodiversidade e, ao mesmo tempo, mais ameaçados do mundo.

Atualmente, a CI considera que existem 35 "hotspots" em todo o planeta. As dez áreas citadas encabeçam o ranking da degradação mundial. Cada floresta da lista abriga ao menos 1.500 espécies de plantas endêmicas. Com a perda das florestas, essas espécies desaparecerão. Segundo a CI, a Mata Atlântica, por exemplo, possui 8 mil plantas, 323anfíbios e 48 mamíferos endêmicos.

Origem do desmatamento
Segundo Matt Foster, diretor da Divisão de Ciência e Conhecimento da CI, a maior ameaça das florestas é o uso da terra para a agricultura, industrialização e urbanização. Estevão Braga, engenheiro florestal da ONG WWF-Brasil, explica que, no Brasil, o processo de desmatamento é lento. "Desmatar é muito caro. Então, a retirada de madeira - além de financiar o desmatamento do local - é uma maneira de começar a transformar a área em pastagem que depois servirá à agricultura", conta o engenheiro.

Um problema que escapa aos satélites é que o desmatamento no Brasil é feito em pequena escala, em áreas próximas, até elas se unirem. "Muitas vezes, o gado é colocado embaixo de árvores altas para despistar os satélites que acabam, assim, registrando um certo nível de cobertura vegetal", revela Braga. Segundo o engenheiro, hoje no Acre (onde está localizada a Amazônia), há três vezes mais gados do que pessoas.

Salvar para todos viverem
Foster conta que é importante proteger as florestas porque elas proporcionam inúmeros benefícios, inclusive, econômicos. "Muitas delas ajudam a evitar a erosão e aumentam a absorção de água da chuva, o que é fundamental na manutenção das águas subterrâneas de uso doméstico", afirma. "O desmatamento também tende a aumentar o depósito de sedimentos em água doce de córregos e de rios, fazendo com que as populações de peixes diminuam. Além disso, a maioria dos benefícios econômicos resultantes do desmatamento é ganho de curto prazo (como, por exemplo, a venda de madeira). A longo prazo, essas terras podem ser tornar improdutivas", explica o ambientalista.

Além disso, a preservação dessas áreas ajudam a atenuar os efeitos das mudanças climáticas. "Elas absorvem o dióxido de carbono da atmosfera, sendo grandes depósitos de carbono", explica. Desse modo, quando desmatadas, liberam quantidades enormes de dióxido de carbono na atmosfera aumentando o efeito do aquecimento global.

Os entrevistados acreditam que é possível preservar as florestas como, por exemplo, compensando financeiramento os "guardiões das florestas" como os índios e populações que dependem diretamente dela e incentivando o pequeno produtor a recuperar sua área. "Além disso, as pessoas devem saber o que estão consumindo. A carne que está embalada é proveniente de algum lugar - no Acre, região da Amazônia, por exemplo, há três vezes mais gado do que pessoas. Qualquer consumo impacta o meio ambiente", alerta Braga.

Há o lado positivo na história. O engenheiro disse que basta parar de desmatar e degradar para que a floresta, como a Mata Atlântica, sozinha possa aumentar aos poucos. "A tendência das florestas é de se recuperar, mas, para isso, é necessário uma política de combate ao desmatamento", afirma Braga.

Ano Internacional das Florestas
O lançamento do Ano Internacional das Florestas acontece em em Nova York, nos Estados Unidos, com eventos como palestras até o dia 4 de fevereiro. O Brasil prevê organizar um congresso internacional sobre as cidades e as florestas em Manaus, mas não há uma data definida.



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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Por que presidenta?



POR MICHEL BLANCO

Por que presidenta?
A placa do lendário Rolls-Royce Silver Wraith que percorreu a Esplanada dos Ministérios no primeiro dia do ano não deixava dúvidas sobre sua principal ocupante: “Presidenta da República”. Desde a posse, Dilma Rousseff se lança a construir uma imagem. Seja como último toque do marketing político que marcou a campanha ou como primeiro gesto liberto do manual eleitoreiro, a questão do gênero emerge somente agora como grande força simbólica. Finalmente, um pouco de emoção.

A escolha por “presidenta” e não “presidente” – igualmente aceitos pela gramática – não é um detalhe à toa. Valoriza um significado histórico da eleição, a condição inédita da mulher no posto máximo da República. “Hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher”, disse Dilma no discurso inaugural. Em respeito à preferência dela, alguns veículos anunciaram adesão ao termo presidenta. Este portal fará o mesmo.

Ironicamente, o dia que pode ter dado início a uma desejável transformação na representação social da mulher, ampliando sua vinculação com o espaço público, celebrou também o lugar tradicional da mulher na vida privada, o da esposa. Marcela Temer, mulher do vice, roubou a cena, com cabelo à Rapunzel para exibir o nome do marido tatuado na nuca.

Símbolos à parte, a questão de gênero deve ser posta em termos práticos se Dilma quiser cumprir a meta prioritária de acabar com a pobreza extrema. Para isso, terá de contar com as mulheres. A participação das mulheres na força de trabalho no Brasil ainda é muito inferior à dos homens, e a renda estimada delas equivale a apenas 60% do rendimento deles.

É essencial ampliar a oferta de creches para mulheres pobres, o que comprovadamente contribui para a elevação da renda familiar. O déficit nessa área é gigantesco: menos de 20% das crianças brasileiras com até 3 anos estão na creche. A pesquisadora Lena Lavinas vai ao ponto: “Investimentos sociais em infraestrutura que liberem a força de trabalho feminina são a melhor maneira de combinar políticas de equidade de gênero com redução da miséria.”

Espera-se da presidenta sensibilidade especial ao tema, a julgar também pelo papel de mulheres em seu governo, do ministério com nove pastas ocupadas por ministras até às policiais que fazem a segurança de Dilma. Contudo, possíveis políticas de equidade do gênero na gestão Dilma tendem a ganhar maior legitimidade naquele que se apresenta como traço mais marcante de seu governo: a continuidade.

Apesar de enaltecer sua condição de mulher, ela não tenta ser diferente do antecessor. Da campanha à posse, prometeu continuidade. Foi eleita justamente por isso. E pôs fim ao paradigma de excepcionalidade do governante, em que a transição de um governo para outro se dá sob o signo do novo.

A imagem que Dilma busca refletir não repousa no carisma de quem porta a faixa presidencial, mas na instituição que ela representa. A presidenta assume o poder sem carregar nas tintas de sua biografia; farta de episódios heróicos na juventude, mas também com a maturidade repleta de momentos tão ‘empolgantes’ como podem ser despachos administrativos nos escaninhos da burocracia. Está aí a natureza da discrição que marcou seus primeiros dias de governo.

De guerrilheira nerd, Dilma chega ao Planalto como uma pessoa comum. Uma tiazinha, com todo respeito.


12.01.11 - 19H13

sábado, 15 de janeiro de 2011

Saia Justa


Saia Justa

A atriz, apresentadora e pretensamente feminista Maitê Proença (aquela que conclamou os “machos selvagens” para que salvassem o Brasil de Dilma Rouseff) tem uma pensão vitalícia de 13 mil reais por ser filha de funcionário público e solteira. Está na lei, e, friamente, ela tem direito ao nosso dinheiro de contribuinte.

A SPPrev, autarquia vinculada à Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, tentou suspender o benefício em 2009, com base em um trecho de um livro de Maitê dizendo que tinha vivido em relação estável por 12 anos. A declaração deveria ser suficiente para excluí-la da categoria “solteira”, no entendimento da SPPrev. Numa decisão em meados do ano passado, a Justiça brasileira suspendeu a decisão da autarquia e concedeu o direito à pensão para a Srta. Proença.

A lei complementar de 1978 garante o direito à pensão paras as filhas solteiras de servidores públicos, desde que não se casem nunca; em se unindo em matrimônio, perdem a pensão. Não há outra palavra exceto “absurdo” para qualificar a aplicação dessa lei, mais ainda no caso específico.

Surgida num contexto diferente, e mesmo assim já atrasada, a ideia da lei era garantir o sustento de pessoas que não conseguiriam sozinhas, desde que sejam filhas de funcionários públicos. Além disso, o anacronismo da pensão é evidente. A necessidade de ser mulher e solteira é porque, preconceituosamente, assume que a uma mulher não resta outra opção que não a de ser sustentada pelo “macho selvagem”, pai ou marido.

Que as mulheres são minoria – no sentido de representação social e participação econômica, e não numérico do termo –, não há dúvida alguma. Tampouco de que merecem atenção especial de leis contra a discriminação no ambiente de trabalho ou a agressão doméstica que as vitimiza. No Brasil, dez mulheres são mortas por dia, a esmagadora maioria pelos seus companheiros. Mas isso em nada tem relação com a pensão para filhas solteiras de servidores públicos. Não é esta uma ação afirmativa, de caráter social, apenas um privilégio.

Se há a intenção de proteger as vidas daqueles incapazes de cuidar de si mesmo por seu próprio sustento, por que o benefício é restrito a algumas categorias, em especial de funcionários públicos? Por que ela não é estendida a todos aqueles que, por qualquer motivo, não conseguem meio de subsistência? Por que Maitê tem direito, enquanto pessoas realmente excluídas, alijadas da sociedade de consumo não são contempladas?

É por demais óbvio que a atriz e apresentadora está entre os 5% mais ricos do país, por mérito próprio. Ainda assim, a Justiça brasileira, e os brilhantes e caríssimos advogados, garantiram uma “pequena” quantia mensal para Maitê, o suficiente para seus alfinetes. É este o nosso Estado e nossa justiça, cheios de privilégios para uma pequena casta, enquanto o resto da população sequer tem acesso aos direitos básicos

POR WALTER HUPSEL

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Alterações do sono podem comprometer saúde durante férias

Alterações do sono podem comprometer saúde durante férias Férias escolares são sinônimo de mais tempo para dormir, levando crianças e adolescentes a um natural relaxamento - já que é tempo de descansar.


Mas isso pode trazer um certo sofrimento no retorno às aulas. Por isso, é bom que os pais fiquem atentos às alterações do sono que podem comprometer a saúde dos estudantes. Acordar adolescente nas férias é missão quase impossível!


Se durante os dias de aulas as crianças e adolescentes são obrigadas a acordar mais cedo para ir a escola, nas férias o que eles querem mesmo é dormir de madrugada e acordar cada vez mais tarde. A mudança das horas do sono acaba atrapalhando também os horários das refeições, aí que a rotina desregula completamente. Para os pais, fica a pergunta: controlar o horário dos filhos ou permitir que as férias fujam um pouco da rotina tradicional?


Os médicos dizem que esta inversão das horas de sono desregulam a produção de alguns hormônios. O hormônio do crescimento e a melatonina, por exemplo, são produzidos no cérebro enquanto dormimos. Eles são responsáveis pelo desenvolvimento físico e pela organização do sono. Mas só são liberados se a pessoa estiver em sono profundo há pelo menos uma hora. Sem estes hormônios o cérebro não consegue reconhecer o início e o final do processo do sono.


Por isso, dormir de dia não descansa da mesma forma que a noite. Além do cansaço, trocar o dia pela noite pode gerar irritação e falta de concentração. Mas o que os pais devem fazer? O ideal é que os horários variem de uma a duas horas do habitual. Por exemplo, se o costume é se deitar às dez, nas férias é tolerável ir dormir até a meia noite.


Para não ter dificuldade com a volta às aulas, o ideal é já começar a desacelerar o ritmo ao menos uma semana antes. A regra também vale para quem estuda a tarde. Renata Loures Canção Nova Notícias

GABINETE DO DEP. ESTADUAL LUIZ PAULO - PSDB RJ Alerj Palácio Tiradentes – (Liderança PSDB) Anexo - Gabinete: 402 - 4º Andar Rua Dom Manuel, s/n° - Centro – RJ - Tels: (021) 2588-1414 / 9996-3864 Postado por Tadeu Araújo Farias no Eu não sabia que Abraços e Fiquem Todos na Paz de Cristo

Troca do RG por nova identidade com chip começa no dia 17


Agência Brasil


A troca da cédula de identidade (RG) pelo novo cartão do Registro de Identidade Civil (RIC) vai começar na próxima segunda-feira, 17. As pessoas selecionadas serão convocadas por carta a partir desta semana.

De acordo com o Ministério da Justiça, os habitantes de Brasília, Rio de Janeiro e Salvador serão os primeiros a receber as cartas. As cidades de Hidrolândia (GO), Ilha de Itamaracá (PE), Nísia Floresta (RN) e Rio Sono (TO) também fazem parte do projeto piloto, e o início da convocação terá início ainda no primeiro semestre.

A nova identidade foi lançada em dezembro, mas o período de transição de governo atrapalhou o início do processo de troca. Segundo o Ministério da Justiça, os cartões das pessoas selecionadas já estão prontos, pois foram feitos com base nos cadastros repassados pelos estados.

O ministério também informou que os cidadãos escolhidos para a troca do documento foram escolhidos aleatoriamente pelos estados. A estimativa é que este ano 2 milhões de brasileiros façam a substituição.

O RIC é um cartão magnético, com impressão digital e chip eletrônico, que incluirá informações como nome, sexo, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade e assinatura, entre outros dados. O Ministério da Justiça estima que a substituição da carteira de identidade será feita, gradualmente, ao longo de dez anos.

A emissão do RIC em 2011 será custeada pelo Ministério da Justiça, por isso, a pessoa não precisará pagar pela troca. Segundo o ministério, o investimento no primeiro ano será de cerca de R$ 90 milhões.

Argentinos admitem surpresa e chamam Messi de "orgulho nacional"


Argentinos admitem surpresa e chamam Messi de "orgulho nacional"
escolha de Lionel Messi como melhor jogador de futebol do mundo em 2010 causou surpresa até mesmo na Argentina. Os principais jornais do país destacaram o feito do atacante do Barcelona, que na eleição de Bola de Ouro da Fifa superou os espanhóis Iniesta e Xavi, considerados favoritos por terem conquistado a Copa do Mundo da África do Sul com a seleção nacional.

"Messi rompeu os prognósticos e levou pelo segundo ano consecutivo a Bola de Ouro da Fifa", diz o site do diário esportivo Olé, que classificou como "orgulho nacional" a vitória do atacante argentino, "sem dúvida a estrela do planeta bola faz tempo".
O jornal La Nación também destacou a surpresa de Messi ao ser anunciado como vencedor da Bola de Ouro, deixando para trás seus companheiros no Barcelona. O diário lembrou ainda de Alfredo Di Stéfano e Omar Sívori, outros argentinos a serem escolhidos melhores jogadores da temporada.

Já o Clarín exaltou a figura do atacante argentino. "Messi, cada vez maior", diz a manchete. Segundo o jornal, o jogador conseguiu vencer o prêmio apesar de não ter uma atuação destacada na Copa do Mundo e "segue escrevendo um pedaço da história do futebol argentino, catalão e mundial".

Flamengo oficializa a contratação de Ronaldinho Gaúcho


Flamengo oficializa a contratação de Ronaldinho Gaúcho

O Flamengo anunciou oficialmente a contratação do meia Ronaldinho Gaúcho, após uma reunião no final da noite desta segunda-feira no Rio de Janeiro. A festa da torcida rubro-negra com direito a bandeiras tremulando em volta do hotel foi o último capítulo de uma longa novela, com todas as reviravoltas, paixões e relações de amor e ódio inerentes ao gênero.

O site oficial do Rubro-negro já confirmou a contratação do jogador, eleito o melhor do mundo pela Fifa em 2004 e 2005, e até saiu do ar após um fluxo muito grande de visitas de internautas. A presidente do clube Patrícia Amorim deve dar uma entrevista para explicar mais detalhes do contrato.

Apesar da fama mundial, Ronaldinho não vem mostrando um desempenho de alto nível desde 2006, quando não foi bem na Copa do Mundo da Alemanha e fracassou com a seleção brasileira. Seu desafio é recuperar o prestígio e o bom futebol.

De volta ao Brasil após dez anos jogando na Europa, ele espera recuperar a alegria e também um lugar cativo na seleção brasileira. Antes de assinar contrato com o Rubro-negro carioca, o jogador e seu irmão receberam críticas pela maneira como conduziram as negociações com alguns clubes grandes brasileiros.

O leilão realizado pelos irmãos Assis, gerou revolta na torcida do Grêmio, clube que o revelou. A diretoria do Palmeiras também se irritou devido a forma volúvel com que o craque decidiu seu futuro.

Na Gávea, ele reencontrará Wanderley Luxemburgo, técnico que lhe deu a chance de se destacar com a camisa da seleção brasileira, na Copa América de 1999. Porém, frustrou o desejo do palmeirense Luiz Felipe Scolari, treinador com o qual conquistou a Copa do Mundo de 2002.

sábado, 18 de dezembro de 2010

“ Uma voz pela paz” - Cláudia Pimentel


Cláudia Pimentel é missionária, ministra de louvor, compositora e membro atuante da Comunidade de Nossa Senhora das Graças em Campo Grande – Rio de Janeiro.

Professora, Orientadora Educacional, Esposa, Mãe e Diretora conceituada de escola pública é conhecida pela luta que desempenha em favor da escola em tempo integral, pioneira na implantação da “educação baseada na consciência”, projeto este que atende mais de 300 jovens e adolescentes, denominado de “a meditação transcendental”.

E o seu instrumento de evangelização é a palavra falada e cantada

Carreira

Compositora desde criança, gravou seu primeiro CD, “Coração Apaixonado” , apoiado por amigos, em 2009. São oito músicas as quais contam um pouco de seu reencontro com Deus.
Cláudia possui mais de trinta músicas registradas e três missas em louvor à Maria Santíssima, Nossa Senhora das Graças, a qual nutre grande devoção.

O objetivo de usas composições é evangelizar através de relatos de experiências simples, mais de intensa profundidade de fé.

Este primeiro trabalho lhe rendeu excelente críticas populares e de diversos credos, tem lhe aberto muitas portas e segundo relatos; “ as letras e canções de Cláudia são profundas e de intensa inspiração divina. Costumam resumir a cantora como a: “ Repleta de Graça”.

Biografia

Nasceu em 1966, na cidade do Rio de Janeiro. Seu encontro com Deus aconteceu ainda criança, quando optou por ser católica e viver a serviço da missão salvífica. Descobriu sua vocação, através da música litúrgica cristã e desde jovem compõe e ensina a palavra e a fortaleza da oração. É professora dedicada, mulher simples e consciente de sua responsabilidade enquanto missionária.
Ela e sua família testemunham a misericórdia e a providência Divina ao longo de suas vidas.