Acidentes podem acontecer. Qualquer
sistema de transporte está sujeito a isso. O que acontece no Rio de Janeiro
supera em muito a questão acidental.descarrilamento do trem da Super via, em São Cristóvão, pode ser assim compreendido.
O que torna ainda mais grave o chamado acidente é que, com frequência, acontecem fatos envolvendo trens, barcas, Metrô, ônibus que, além de tudo, expõem o desrespeito total ao cidadão. Falta de informação, risco para o usuário que, desorientado, fica à sua própria sorte.
As cenas de ontem, dia 22 de janeiro, com passageiros percorrendo os
trilhos a pé, perdendo horário de trabalho, lutando para ter de volta seu
dinheiro, única forma de viabilizar seu transporte em outro equipamento, e
recebendo vales, nenhuma orientação de como poderiam usar outro tipo de
transporte, pessoas passando mal com o calor, em mais um momento de grande
surpresa para os operadores e responsáveis por equipamentos e serviços ao
descobrirem que, no verão, faz calor. Foram 13 horas de sufoco.
Mas este não é o primeiro. Esse tipo
de incidente – descarrilamento – ocorreu outras vezes.
Mais precisamente, em
2013, 83 vezes e, em 2012, 73. Isso se não contarmos outros fatos tão
relevantes como o chicote usado sobre os usuários ou o trem partindo sem o
maquinista.
A revolta dos usuários não acontece em vão. O sofrimento a que são
submetidos no transporte público do Rio de Janeiro repete-se em outros modais:
a superlotação do Metrô, os solavancos, as paradas inexplicáveis no linhão que
se autodenomina rede e o vexame público na Jornada da Juventude em 2013 estão
aí para confirmar.
E as Barcas? A cada dia é uma
novidade: batem, perdem o rumo, atrasam e, como método, maltratam o cidadão,
deixando-o sem informações e saídas.
Não podemos esquecer nosso sistema de
transporte por ônibus, prioridade dos governos que teimam em maltratar o
usuário.
Quentes, velhos, com rotas superpostas, provocando continuamente
acidentes, superlotados e presos em gigantescos engarrafamentos. Até parece
exagero, mas não é.
Esta é a dura realidade dos fluminenses e, particularmente,
dos cariocas e daqueles que aqui trabalham. Mas conseguiram agora um benefício
que não atingiu nenhum cidadão:
os ônibus tiveram 50% de abatimento no IPVA que
se somou à isenção do ICMS nas tarifas intermunicipais e ao aumento das
passagens. Generosidade do governador.
Mas não para aí: o secretário de
transportes há mais de 7 anos no cargo culpa o passado pelos transtornos e cai
na gargalhada enquanto 600 mil usuários se desesperam.
Também não para aqui: a AGETRANSP,
responsável pela fiscalização dos transportes, tem como diretores pessoas que
nada entendem de transporte e são incapazes de exercer funções fiscalizadoras
fundamentais para uma política pública de tal alcance social.
Parece um relato
de horrores e é, mas as vítimas são os cidadãos e os algozes os operadores
incompetentes e os governantes irresponsáveis.
Estamos às vésperas da Copa e a 2
anos das Olimpíadas. As obras caras e vistosas avançam, mas a população está
cada vez mais desamparada.
Que Deus nos proteja, porque os
governantes do estado e da cidade nos abandonaram. (Publicado
originalmente em http://www.psdb-rj.org.br) - See more at:
http://www.luizpaulo.com.br/site/que-deus-nos-proteja/#sthash.c8WRBJsY.dpuf






Nenhum comentário:
Postar um comentário